Mediador de seguros ou banco? 5 vantagens da mediação tradicional para o consumidor

Medidador de seguros em reunião com dois clientes num escritório moderno, apresentando um folheto com diferentes opções de seguro sobre uma mesa com brochuras informativas. Ao fundo existem cartazes promocionais relacionados com seguros e uma estante com documentos.

Quando pede um crédito à habitação, é quase certo que o banco lhe proponha, logo na mesma reunião, o seguro de vida e o seguro multirriscos. É prático e fica tudo tratado no mesmo sítio. Mas será a melhor opção para si? Neste artigo, explicamos o que ganha quando escolhe um mediador de seguros, que diferenças deve comparar e que perguntas deve fazer antes de assinar.

Seguro no banco: porque é tão comum

O banco tem uma vantagem de partida: é o primeiro a saber que vai comprar casa. Com o crédito em cima da mesa, a proposta de seguro chega no momento em que a sua atenção está noutro lado, a aprovação do empréstimo.

Esta conveniência tem valor. Mas também pode levar a aceitar a primeira proposta sem comparar alternativas. E, como lembrou Nuno Santos, diretor-geral da corretora de seguros Diagonal, no Fórum Nacional de Seguros, muitas vezes as propostas feitas no balcão do banco limitam-se ao essencial:

“A proposta que o banco faz é para vender.”

No caso do seguro de vida, isso pode significar uma apólice que cobre a morte e a invalidez absoluta e definitiva (IAD), e pouco mais.

5 vantagens de ter um mediador de seguros

1. Compara propostas de várias seguradoras

O banco apresenta-lhe, em regra, o seguro da seguradora com que trabalha. Um mediador de seguros pode analisar propostas de várias seguradoras e comparar não só o preço, mas também coberturas, exclusões, franquias e capitais seguros. Assim, escolhe com conhecimento de causa.

2. Coberturas completas, e não apenas um preço baixo

O seguro mais barato nem sempre é o que protege melhor. Muitas vezes, com uma diferença de preço pequena, é possível ter uma cobertura bem mais ampla.

Nuno Santos deu um exemplo pessoal: o pai tinha um seguro automóvel feito através do banco, a um preço que parecia imbatível. Só quando trocou de carro se percebeu que o seguro “tinha tudo, mas não tinha nada”: cobria apenas a responsabilidade civil e a assistência em viagem, sem quebra isolada de vidros nem outras coberturas relevantes.

3. Apoio quando tem um sinistro

É no momento de um acidente, de uma inundação ou de uma doença que um seguro é posto à prova. Um mediador conhece os processos, ajuda a reunir a documentação e acompanha o caso junto da seguradora. Em vez de ficar sozinho ao telefone, tem alguém do seu lado.

4. Aconselhamento à medida da sua realidade

Um bom mediador olha para as suas necessidades, para o seu orçamento e para os riscos que realmente corre. Para uma família, um trabalhador independente ou uma pequena empresa, a proteção adequada não é a mesma. E explica tudo sem “segurês”, para que saiba exatamente o que está a contratar.

5. Uma relação de confiança ao longo do tempo

A vida muda: a família cresce, muda de carro, abre um negócio. Um mediador acompanha essas mudanças e ajusta os seus seguros quando é preciso, em vez de os deixar esquecidos numa gaveta até ao dia em que são necessários.

Seguro de vida no crédito habitação: tem liberdade de escolha

O banco pode exigir um seguro de vida como condição do crédito e definir os requisitos mínimos que esse seguro deve cumprir. Mas não o pode obrigar a contratá-lo na seguradora que propõe. Pode escolher outra seguradora, desde que a apólice cumpra as condições exigidas.

Há, no entanto, um ponto a ter em conta: muitos bancos oferecem um spread mais baixo a quem contrata os seguros com eles. Por isso, a comparação certa não é só entre prémios de seguro, mas entre o custo total de cada opção ao longo do empréstimo. Um mediador pode ajudá-lo a fazer essas contas.

Se já tem o seguro no banco e quer mudar, planeie a transição: normalmente o banco só aceita anular a apólice antiga quando a nova já está emitida. Com acompanhamento, evita ficar sem proteção ou a pagar dois seguros durante demasiado tempo.

Antes de assinar, faça estas perguntas

  1. O que está realmente coberto? Veja coberturas e exclusões, não apenas o prémio.
  2. Que alternativas existem? A proposta do banco não é necessariamente a única.
  3. Quanto custa cada opção no total? Some o prémio do seguro e o impacto no spread.
  4. Quem me ajuda se tiver um sinistro? Saiba quem será o seu interlocutor.

O que dizem os números

Segundo dados referidos por Nuno Santos no Fórum Nacional de Seguros, nos seguros não-vida a mediação tradicional vale cerca de seis vezes mais do que a bancassurance, e só nos multirriscos existe algum equilíbrio. Nos seguros de vida o cenário inverte-se: os bancos têm mais de 60% do mercado e a mediação mais de 30%. Ou seja, é precisamente nos seguros associados ao crédito que vale mais a pena comparar.

É obrigatório fazer o seguro de vida no banco do crédito?

Não. O banco pode exigir um seguro de vida e definir requisitos mínimos, mas pode contratá-lo noutra seguradora. Confirme apenas se isso altera as condições do spread.

Ter um mediador de seguros fica mais caro?

Em regra, a remuneração do mediador está incluída no prémio que paga à seguradora, pelo que não costuma haver um custo adicional pelo aconselhamento. Ainda assim, pergunte sempre como funciona antes de avançar.

Posso mudar de seguro depois de assinar o crédito?

Sim. Verifique as condições do seu contrato de crédito e coordene a mudança para que a nova apólice esteja emitida antes de anular a antiga.

O que são IAD e ITP?

São coberturas de invalidez frequentes nos seguros de vida. A IAD (Invalidez Absoluta e Definitiva) aplica-se a situações de incapacidade total que exigem apoio de terceiros. A ITP (Invalidez Total e Permanente) é mais abrangente e costuma ser acionada a partir de um determinado grau de incapacidade, por exemplo 60% ou 66%. Vale a pena saber qual das duas está incluída no seu seguro.

Conclusão: compare antes de decidir

O seguro feito no banco é cómodo, mas a comodidade não deve substituir a comparação. Com um mediador de seguros, ganha acesso a mais alternativas, coberturas ajustadas às suas necessidades e apoio quando mais precisa. Antes de olhar para o preço, veja a proteção.

Vai comprar casa ou quer rever os seus seguros? Fale connosco: comparamos as alternativas e explicamos-lhe as diferenças, sem compromisso.

Este artigo tem por base a talk “Bancassurance vs. Mediação Tradicional: a guerra pela retenção de clientes”, com Nuno Santos, no Fórum Nacional de Seguros. Veja a entrevista completa no ECO.

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